terça-feira, 25 de outubro de 2016

O terceiro templo: localização, localização

Thomas Ice e Timothy Demy citam três possíveis localizações do templo no monte do Templo:
Todos concordamos que o terceiro templo será construído em algum lugar dos 14 hectares do monte do Templo em Jerusalém. Mas o lugar exato do monte em que o templo, que é relativamente pequeno, será colocado é fonte de grande debate. Quais as opções?
Três locais receberam mais atenção como possíveis localizações para o templo: o local norte, o local tradicional e o local sul.

O local sul
O local menos provável é o local sul, proposto por um estudioso católico chamado Bellarmino Bagatti em 1979.[...]
A visão de Bagatti é a mais fraca dos três porque é baseada, nos pontos cruciais, em dados históricos falsos que foram usados para calcular suas conclusões. Uma de suas suposições falsas é a de que a rocha sagrada em cima do monte do Templo não é uma base para localizar o templo.

O local norte
O Dr. Asher Kaufman de Israel, no final dos anos 70, desenvolveu a visão de que o templo localizava-se no canto nordeste do monte do Templo.[...] Ele acredita que esse ponto é o ponto natural mais alto do monte do Templo, e onde o templo deveria localizar-se.
O arqueólogo israelita Dr. Dan Bahat levanta as seguintes objeções à visão de Kaufman:
Nós [arqueólogos] não aceitamos a visão do Dr. Asher Kaufman. A localização que sugeriu para o templo não concorda de forma alguma com o que sabemos hoje sobre o posicionamento do monte do Templo. Existe outro monte do Templo que data do período asmoneu ou o de Simão, o justo (não podemos precisar a data ainda), e era um monte do Templo confinado precisamente à topografia da área. Ele era formado de tal maneira que nenhum acréscimo poderia ser feito sem alterar as características topográficas. Por exemplo, o vale central de Jerusalém começa em um ponto que desce até onde se localiza o Muro das Lamentações hoje, e, a partir desse ponto, vai por baixo do monte do Templo para sair por baixo dele.
Por esse motivo, Herodes, o Grande, queria aumentar o monte do Templo, porque ele não poderia construí-lo sem alterações topográficas, e porque os asmoneus, ou Simão, o Justo, fizeram a maior expansão do templo possível dentro da estrutura da topografia em volta do monte do Templo. Herodes, o Grande, portanto, para fazer a expansão, teve de atravessar o vale central e outros vales dos arredores em Jerusalém. Dessa forma, conhecemos precisamente as condições de como o templo foi instalado antes da época de Herodes, o Grande. Se aceitássemos a teoria de Asher Kaufman sobre a localização do Santo dos Santos, isso forçaria todo o templo, mas isso é impossível por causa da grande profundidade do vale. Além disso, Charles Warren descobriu um enorme fosso na área norte, e, se formos aceitar a teoria de Kaufman, metade do templo teria sido construída dentro desse fosso.
Essa visão ganhou popularidade no meio evangélico estadunidense como uma solução que resolveria os problemas políticos associados com a reconstrução do templo. Alguns sugeriam que, se a visão do norte estiver correta, o templo poderia ser construído sem atrapalhar a Cúpula da Rocha. Entretanto, essa não é uma solução, pois nem judeus nem árabes permitiriam que a proximidade de seus edifícios profanasse seus lugares santos.

O local tradicional
A visão aceita pela maior parte dos judeus religiosos da Israel atual é a de que o local tradicional, preservado pela Cúpula da Rocha, é onde o próximo templo será construído. Essa visão é a que acreditamos estar correta [...] Embora muitos detalhes possam ser dados em apoio a essa visão, ela se resume a um simples fato - a Cúpula da Rocha preserva a rocha, e, portanto, o local de templos anteriores. Dan Bahat diz, inequivocamente:
Direi agora que o templo está exatamente no lugar do monte do Templo em que a Cúpula da Rocha fica hoje. Quero dizer, explicitamente e claramente, que acreditamos que a rocha embaixo da Cúpula é o local preciso do Santo dos Santos. O templo estendeu-se exatamente até onde a Cúpula está. A "Pedra Fundamental" é, na verdade, a pedra que continha o Santo dos Santos.
Chaimi Richman do Instituto do Templo diz:
Temos uma tradição, que foi passada adiante em uma corrente inquebrável, desde nossos pais de que a rocha, a pedra embaixo da Cúpula da Rocha, é a "pedra fundamental".
Dan Bahat concorda com isso quando acrescenta:
[...]Omar, o conquistador muçulmano de Jerusalém, foi levado por um judeu diretamente para essa pedra, não para outra. Então a tradição é bastante clara quanto à tradição do lugar. (The Truth About the Last Days'Temple.p.33,35-37).

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segunda-feira, 12 de setembro de 2016

A determinação do advento e a crucificação do Messias nas Setenta semanas

Desde a antiguidade, a importância em demonstrar a precisão da profecia de Daniel relativa ao advento e ministério messiânicos de Jesus tem levado estudiosos cristãos a produzirem uma cronologia histórica terminando com a sexagésima nona semana (a conclusão dos 483 anos), o tempo da crucificação de Jesus. A chave interpretativa dessa determinação cronológica aparece na frase inicial: Desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém. A questão relativa ao terminus a quo (a data na qual o período de 490 anos iniciaria) é essencial para uma interpretação de toda a profecia que seja historicamente correta. Essa determinação da data inicial para as Setenta semanas requer uma série complexa de escolhas:
Em primeiro lugar, não menos do que quatro diferentes contagens foram propostas para calcular as setenta semanas constituídas por anos.
Solar/tropical (365 dias);
Lunar (354 dias);
Solar/lunar (365 dias);
"Profética" (360 dias).
Qual desses esquemas foi empregado nessa profecia?
Além disso, o Antigo Testamento registra quatro ocasiões distintas em que os persas decretaram a ordem para reconstruir Jerusalém:
No primeiro ano de seu reinado, Ciro ordenou a reconstrução do templo em 538 a.C. ou 536 a.C. (dependendo se a referência é feita à sua corregência ou à regência exclusiva; 2Cr 36.22,23; Ed 1.1-4; 5.13-17).
O decreto de Dario l no segundo ao de seu reinado (confirmando o decreto de Ciro) em 520 a.C. ou 519 a.C. (Ed 6.1,6-12).
O decreto de Artaxerxes l Longímano no sétimo ano de seu reinado, em 457 a.C. (Ed 7.7-28).
O decreto de Artaxerxes l no vigésimo ano de seu reinado (445/444 a.C.), que permitiu a Neemias reconstruir as muralhas de Jerusalém (Ne 2.1-8,13,17).
Qual decreto foi escolhido como ponto de partida?
Por fim, ajustes adequados à contagem devem ser feitos com respeito aos anos bissextos e às diferenças entre os calendários gregoriano e juliano. O método da contagem, a data do decreto e como esses ajustes são realizados afetam significativamente o resultado calculado. A mais célebre tentativa de resolver essa equação foi a de Sir Robert Anderson, publicada em 1882 (The Coming Prince). Ele adotou o esquema profético de 360 dias e escolheu o vigésimo ano de Artaxerxes como ponto de partida  (presumindo que Neemias 2.1 menciona o primeiro dia do mês de nisã, equivalente a 14 de março de 445 a.C. no calendário juliano). A partir daí, ele adicionou 173.880 dias (483x360 dias por ano) a essa data atribuída ao decreto. Então, convertendo para anos reais (173.880 dividido por 365 igual 476,3836) e adicionando 24 dias, de 14 de março para 6 de de abril, mais os anos bissextos (116 dias), chegou-se à data do final da sexagésima nona semana e da crucificação de Jesus, no décimo dia do mês de nisã (6 de abril) de 32 d.C.
Outros cronologistas demonstraram que os cálculos de Anderson continham os seguintes erros:
Mistura dos calendários gregoriano e juliano em seu cálculo dos anos bissextos (menos 3 dias) e a identificação do décimo dia de nisã em 32 d.C. como um domingo, 6 de abril (no calendário juliano), quando, de fato, tratava-se de uma quarta-feira, 9 de abril. Isso teria levado ao cálculo do ano errado.Em 1973, Harold Hoehner tentou corrigir esses erros usando o mesmo esquema de 360 dias, mas ajustando o vigésimo ano de Artaxerxes para 5 de março de 444 a.C. Depois de adicionar os dias extras de 116 anos bissextos mais 24 dias entre 5 e 30 de março e também fazer ajustes ao calendário solar gregoriano, ele calculou que o período de 483 anos terminaria com a chamada "entrada triunfal" de Jesus em Jerusalém, no dia 30 de março de 33 d.C. (Chronological Aspects of the Life of Christ.p.135-138)
Recentemente, argumentos elaborados a partir de novas informações revelaram que o vigésimo ano de Artaxerxes adotado por Hoehner era, com efeito, 445 a.C. e não 444 a.C., e que o primeiro dia do mês de nisã seria 3 de abril e não 6. Pete Moore afirmou que Hoehner errou ao usar o ano juliano definido em 365,25 dias e multiplicar os 476 anos por 365,242100, o que teria resultado em um erro de cinco dias. O método adotado por Moore para obter os cálculos corretos dos 483 anos é compartilhado por outro cronologista bíblico chamado Floyd Nolen Jones. Jones tentou corrigir os erros dos cálculos do passado adotando o ano solar (365,2422 dias) como ano bíblico literal e escolhendo o ano de 473 a.C. como data da ascensão de Artaxerxes l (embora esse intérprete duvide que o Artaxerxes bíblico de Neemias seja o mesmo Artaxerxes Longímano) e o ano de 454 como o vigésimo ano de seu reinado (sobre os judeus). Com isso, o término dos 483 anos volta a ocorrer com a crucificação de Jesus, no décimo quarto dia de nisã em 30 d.C. (454 a.C. + 30 d.C.=484 anos - 1 ano da passagem entre a.C. e d.C.=483 anos; veja The Chronology of the Old Testament.p.205-221.).
Quanto ao decreto correto, o texto afirma que se trata de uma ordem para reconstruir Jerusalém com o foco em fortificá-la novamente com as novas ruas e muralhas de Jerusalém duração sessenta e dois anos vezes sete, mas será um tempo de muito sofrimento (Dn 9.25 NTLH). O único decreto que teve esse propósito e ocorreu durante os dias mais severos de turbulência Neemias (além disso, tomando as outras possibilidade -- os decretos de Ciro, Diario I ou Artaxerxes Longímano no sétimo ano de seu reinado -- como ponto de partida das setenta semanas, o resultado seria uma data muito prematura para corresponder ao tempo da crucificação. O decreto que obtém o resultado mais próximo é o de Artaxerxes para Neemias). Qualquer que seja a data do decreto adotada como terminus a quo, a adição de 483 anos (as sete semanas mais as 72 semanas) obtém um término no mês de nisã do calendário hebreu e por volta do ano 30 d.C. (a data geralmente aceita pelos historiadores como o tempo da crucificação de Jesus).
O ponto importante nessa questão, ainda que o método adequado do cálculo esteja em discussão, é que Daniel profetizou a chegada do Messias ao final do período do segundo templo, 483 anos depois do decreto ordenado para restaurar e reconstruir Jerusalém. Essa data, qualquer que seja precisamente , coincide com o período de tempo em que Jesus cumpriu Seu ministério messiânico de três anos. Levando em consideração apenas esse fato, compreende-se como Jesus -- que lembrara à nação de Israel o tempo determinado por Daniel (Mt 24.14; Mc 13.15) - pôde condenar a liderança nacional judaica de não reconhecer o tempo da tua [messiânica] visitação (Lc 19.44; confira At 3.17,18).

Até a próxima!
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DANIEL


quarta-feira, 10 de agosto de 2016

AS QUATRO NARRATIVAS DO EVANGELHO

Os quatro Evangelhos não são biografias resumidas de Cristo, mas sumários teológicos. Quase tudo sobre a vida prematura de Jesus, do nascimento aos Seus 30 anos, não é mencionado. Por que existem diferenças entre as quatro narrativas? O Dr. Van Dyke disse certa vez:

Se quatro testemunhas aparecem diante de um juiz para narrar um acontecimento e cada uma delas conta exatamente a mesma história, com as mesmas palavras, a provável conclusão do magistrado dirá que a única verdade indubitável a deduzir-se dos depoimentos é fato de que os depoentes entraram em acordo para fornecerem a mesma narração, e não que o testemunho deles possuía um valor excepcional. Mas, se cada pessoa diz o que viu, como viu, então, as evidências serão verossímeis. Ora, ao lermos os quatro Evangelhos, não é exatamente isso o que encontramos? Os quatro evangelistas contam a mesma história, cada um a seu modo.
(The Open Door. Filadélfia: Presbyterian Board of Publication,1903.p.54)




RETRATO DE CRISTO

MATEUS
Um Rei, semelhança de leão.

MARCOS
Um Servo, semelhança de boi.

LUCAS
Um homem perfeito, semelhança humana.

JOÃO
O Deus poderoso, semelhança de águia.

LEMBRETE ANGELICAL (Ez 1;Ap 4)

Primeira criatura, semelhante a um leão.

Segunda criatura, semelhante a um boi.

Terceira criatura, semelhante a um homem.

Quarta criatura, semelhança a uma águia.

ESTILO DO ESCRITOR

Professor

Pregador

Historiador

Teólogo

ÊNFASE POR ESCRITOR

Sermões

Milagres

Parábolas

Doutrinas

CULTURA DOS LEITORES ORIGINAIS

JUDEUS

ROMANOS

GREGOS

O MUNDO

REGISTRO GENEALÓGICO

Sim: Mt 1.1-17

Não

Sim: Lc 3.23-38

Não

Motivo
Um rei deve ter um registro assim.
Um servo não precisa desse registro.
Um homem perfeito requer esse registro.
Deus não tem registro genealógico.

Raiz
Traça a linhagem real de Davi por intermédio de seu filho Salomão.
Traça a descendência física de seu outro filho, Natã.

Fruto

Chega até José, padrasto legal de Jesus.


Chega até Maria, a mãe biológica de Jesus

LUGAR DA AÇÃO PRINCIPAL



CAFARNAUM, NA GALILEIA




JERUSALÉM, NA JUDEIA

DIVISÃO DUPLA
Evangelhos Sinóticos - enfatizam a humanidade de Cristo.


O Evangelho de João – enfatiza a divindade de Cristo.


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ESTUDANDO OS EVANGELHOS
Estudando os Evangelhos















Até a próxima!
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terça-feira, 26 de julho de 2016

O Cordeiro morto no templo do milênio

Imagine a seguinte conversa, no templo do milênio, quando um grupo de crianças de uma escola de Berlim visita a Cidade Santa e testemunha o sacrifício de um cordeiro.

Kurt: Senhor, por que você matou aquele cordeirinho?
Sacerdote: Porque o pecado no nosso coração deve ser pago com sangue inocente.
Kurt: Ah, então aquele cordeiro morreu para pagar pelo meu pecado?
Sacerdote: Não, Kurt. É simplesmente um lembrete de que o Cordeiro de Deus morreu por todos os nossos pecados!
Kurt: Ora, eu não sabia que Deus já teve um cordeiro. O que aconteceu com o cordeiro de Deus?
Sacerdote: Kurt, você já viu o Cordeiro de Deus.
Kurt: Quando vimos o cordeiro de Deus? Não me lembro de ter visto o cordeiro de Deus.
Sacerdote: Ok. Deixe-me lhe fazer uma pergunta: o que seu grupo fez esta manhã?
Kurt: Ah, nós nos divertimos bastante! Visitamos o palácio e vimos o Príncipe Emanuel, o próprio Rei Jesus!
Sacerdote: (lentamente, com grande ênfase) Então, Kurt, você viu o Cordeiro de Deus! Kurt, você já viu o Cordeiro de Deus!

Você é capaz de imaginar os olhos daquelas crianças alemãs saltando e seus pequenos queixos caindo maravilhados quando ficaram cientes desse tremendo fato? Talvez seja o segredo mais preciosos do Pai: Seu Filho abençoado, o Poderoso Monarca do milênio, já veio como um humilde Cordeiro de Belém!
Referências bíblicas/profecias do Antigo Testamento que falam de sacrifícios de animais no Templo do milênio: (Is 56.6,7; 60.7; Jr 33.10; Zc 14.16-21).


Até a próxima!
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sábado, 2 de julho de 2016

No Monte da Transfiguração

Lc 9.28,29
Ele estava transfigurado.
Pedro, Tiago e João acompanharam Jesus ao cume do monte Hermom para orar, mas logo adormeceram.
A face de Jesus, repentinamente, brilhou como o sol, e Suas vestes tornaram-se alvas como a neve.
Ele recebeu dois visitantes, Moisés e Elias, e eles conversaram a respeito de Sua morte.
Os três discípulos acordaram, e Pedro propôs que construíssem um abrigo para cada um deles.
O Pai falou a partir de uma nuvem brilhante que os ofuscou (Mt 17.5).
Os três discípulos caíram sobre suas faces e tiveram grande medo, mas foram acalmados por Jesus.
Pensamentos sobre a transfiguração:
  • As Escrituras sugerem que essa cena pode ter ocorrido durante a noite, pois os três discípulos acordaram de um sono profundo naquele momento (veja Lc 9.32).
  • Observa-se que a luz originava-se de dentro, e não de alguma enorme fonte de luz cósmica iluminando Jesus. Inicialmente, Seu semblante foi afetado; em seguida, Suas vestes. Mais tarde, Saulo veria o Salvador brilhando (At 9), bem como João (Ap 1). Satanás tentou, sem sucesso, imitar o esplendor interior de Cristo (veja 2Co 11.14).
  • A palavra transfigurado é metamorphoo, em grego. Nossa palavra metamorfose origina-se daí. Ela traz à mente uma lagarta no casulo, surgindo uma borboleta.
  • A transfiguração de Cristo não revela Sua divindade, mas Sua humanidade. Transformação é o objetivo da humanidade. Nós experimentaremos isso no arrebatamento. Adão e Eva podem ter sido vestidos por uma luz de inocência, que emanava do interior deles.Mas tudo isso foi perdido por causa do pecado.
  • Moisés e Elias apareceram. Ambos, previamente, experimentaram revelações de Deus (Veja Êx 33.17-23; 1Rs 19.9-13) no monte Sinai/Horebe. A transfiguração cumpriu o duplo pedido de Moisés:
(a) Ver a glória de Deus (Veja Êx 33.18).
(b) Entrar na Terra Prometida (Veja Dt 3.23-25). Alguns acreditam que esses dois homens se unirão mais uma vez para professarem Deus durante a grande tribulação (Veja Ml 4.5; Ap 11.3-14).

Nesse momento, Pedro, impensadamente, sugeriu a construção de três tendas. É possível que, naquele instante, o Festival dos Tabernáculos (tendas) estivesse sendo celebrado em Jerusalém. Isso devia ser um tipo de chegada do milênio, bem como a lembrança da redenção de Israel do Egito (Veja Lv 23.34-44). Mas antes que o milênio pudesse ocorrer, outro festival ocorreria - a Páscoa (veja Lv 23.4-8; Mt 26--27). Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós (1Co 5.7).
Pedro jamais esqueceria esse grande evento. Mais tarde, ele escreveu sobre isso (Veja 2Pe 1.16-18).
Jesus falou com Moisés e Elias a respeito de Sua morte (Lc 9.31). A palavra correta aqui é êxodo e é usada por Pedro, posteriormente, a o descrever Sua morte, que se aproximava (veja 2Pe 1.13-15).

Estudando Lucas 9.29,30,37-39,45,46
Jesus levou Pedro, Tiago e João ao topo de um monte para mostrar-lhes quem Ele realmente era - não apenas um grande profeta, mas o Filho de Deus. Moisés e Elias apareceram, representando a Lei e os Profetas. Jesus cumpriria ambas as coisas (Mt 5.17).
Essa experiência foi um momento crucial na vida de Pedro, Tiago e João. A reação de Pedro faz sentido: ele queria que aquele momento fosse rotineiro. Ele não queria sair dali.
Às vezes, vivemos momentos que não queremos que acabem - longe dos problemas de nossa vida cotidiana. Sabemos que lutas aguardam por nós no futuro, então, queremos permanecer naquele momento. Mas ficar nele impede-nos de servir ao próximo e de tornar-nos mais como Cristo.
Recuar dá-nos forças para retornar ao mundo. Até mesmo, Jesus recuou das multidões. Mas Ele sempre retornava, mesmo sabendo que lutas aguardavam por Ele.
Os discípulos não entendiam as palavras de Jesus sobre Sua morte. Ainda pensavam em Jesus de acordo com as próprias expectativas. Por isso que começaram a discutir sobre quem seria o maior.
Assim como os discípulos, não devemos deixar que nossas perspectivas substituam o propósito de Deus.

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Até a próxima!
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terça-feira, 31 de maio de 2016

Julgamentos bíblicos



Na realidade, existem alguns julgamentos bíblicos; alguns já foram feitos, outros estão acontecendo neste momento, e outros ainda ocorrerão.







Julgamentos do passado:
  • O julgamento do jardim do Éden (Gn 3.14-19; Rm 5.12; 1Co 15.22)
  • O julgamento do dilúvio (Gn 6.5-7; 2Pe 3.1-6)
  • O julgamento do Calvário (Sl 22.1; Is 53.1-10; Mt 27.33-37; Hb 2.9; 1Pe 2.21-25; 3.18)
  • Os julgamentos de Israel
a) Nas mãos dos assírios (2Rs 17)
b) Nas mãos dos babilônios (2Rs 24--25)
c) Nas mãos dos romanos (Mt 24.2; Lc 19.41-44)
d) Nas mãos do próprio Cristo (Mt 21.17-19, 33-46)

Julgamentos dos dias atuais:
  • Sobre igrejas locais pelo Salvador (Ap 2--3)
  • Sobre crentes específicos
  • Quando o crente julga a si mesmo (1Co 11.31; 1Jo 1.9)
  • Quando o pai precisa intervir e julgar (At 5.1-11; 1Co 11.30; Hb 12.3-13; 1Pe 4.17; 1Jo 5.16)
Julgamentos futuros:
  • O Tribunal (bema) de Cristo (Rm 14.10; 1Co 3.9-15; 2 Co 5.10; Ap 22.12)
  • O julgamento da tribulação (Ap 6--19)
  • Sobre os sistemas religiosos do homem (Ap 17)
  • Sobre os sistemas políticos e econômicos do homem (Ap 18)
  • Sobre o próprio homem (Ap 6; 8; 9; 16)
  • O julgamento das lâmpadas e o talento - ele se refere a Israel (Ez 20.33-38; Mt 25.1-30)
  • O julgamento das ovelhas e bodes - ele se refere aos gentios (Mt 25.31-46)
  • O julgamento sobre o anticristo e o falso profeta (Ap 19.20)
  • O julgamento sobre Satanás
a) No poço do abismo por mil anos (Rm 16.20; Ap 20.1-3
b) No lago de fogo para sempre (Ap 20.10)
  • O julgamento do anjo caído (2Pe 2.4; Jd 1.6)
  • O julgamento do Grande Trono Branco (Ap 20.11-15)
Os dois julgamentos mais importantes desses oito são o julgamento do Grande Trono Branco e o Tribunal de Cristo. Todos os indivíduos que moram na terra atualmente e os milhões que se foram um dia irão aparecer diante de um desses julgamentos do trono. A decisão não é, portanto, se alguém deverá ser julgado, mas onde esse julgamento irá acontecer.
O julgamento do Grande Trono Branco (Ap 20.11-15) será discutido com maiores detalhes depois. Por enquanto, entretanto, digamos que apenas os não salvos ficarão diante desse trono, sendo que os propósitos e resultados são determinar os graus de punição no inferno.

Até a próxima!
Fica na paz!

terça-feira, 26 de abril de 2016

A dieta de Daniel

Uma dieta divina.
A decisão de Daniel (Dn 1.1-8).
  • Nabucodonosor escolhera alguns nobres jovens hebreus para serem treinados na língua e na literatura da Babilônia. Daniel e seus três amigos eram parte desse corpo discente (Dn 1.4).
  • Os jovens receberiam o melhor da comida e do vinho do rei (Dn 1.5).
  • A lavagem cerebral começou quando um intendente mudou o nome deles (Dn 1.7).

  1. Hananias (o Senhor é gracioso) tornou-se Sadraque (iluminado pelo deus sol).
  2. Misael (quem é o Senhor?) tornou-se Mesaque (quem é Ishtar?).
  3. Azarias (o Senhor é meu auxílio) tornou-se Abede-Nego (o escravo de Nabu). Nabu era o deus babilônio da sabedoria e da educação.
  4. Daniel (Deus é Juiz) tornou-se Beltessazar (príncipe de Bel). Bel era o principal deus do panteão babilônico, equivalente a Zeus ou Júpiter.
  • Daniel aceitou seu novo nome, mas decidiu não adotar o cardápio do rei (Dn 1.8).
A dieta de Daniel
Três fatores podem ter influenciado a decisão de Daniel:
  • A carne e o vinho provavelmente haviam sido sacrificados para falsos deuses.
  • A comida podia estar incluída dentre os itens proibidos pela Lei Mosaica (Lv 11.44-47).
  • Daniel talvez tenha previamente feito o voto de nazireu (Nm 6.3).
Satanás certamente tentou de muitos modos levar Daniel a voltar atrás:
  • Era uma ordem do rei, portanto, uma lei.
  • Desobedecê-la teria uma punição severa como consequência.
  • Provavelmente, aquela atitude comprometeria todas as possibilidades de progresso.
  • Quando estiver em um país estrangeiro (como a Babilônia), faça simplesmente como as pessoas do lugar fazem.
  • Ele estava muito longe de casa, e ninguém saberia das coisas que faria.
  • De todo modo, Deus permitiu que Daniel fosse capturado.
Saiba mais!
Conheça a história de Daniel, click aqui na imagem abaixo:
 DANIEL
O profeta Daniel

















Até a próxima!
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