sábado, 2 de julho de 2016

No Monte da Transfiguração

Lc 9.28,29
Ele estava transfigurado.
Pedro, Tiago e João acompanharam Jesus ao cume do monte Hermom para orar, mas logo adormeceram.
A face de Jesus, repentinamente, brilhou como o sol, e Suas vestes tornaram-se alvas como a neve.
Ele recebeu dois visitantes, Moisés e Elias, e eles conversaram a respeito de Sua morte.
Os três discípulos acordaram, e Pedro propôs que construíssem um abrigo para cada um deles.
O Pai falou a partir de uma nuvem brilhante que os ofuscou (Mt 17.5).
Os três discípulos caíram sobre suas faces e tiveram grande medo, mas foram acalmados por Jesus.
Pensamentos sobre a transfiguração:
  • As Escrituras sugerem que essa cena pode ter ocorrido durante a noite, pois os três discípulos acordaram de um sono profundo naquele momento (veja Lc 9.32).
  • Observa-se que a luz originava-se de dentro, e não de alguma enorme fonte de luz cósmica iluminando Jesus. Inicialmente, Seu semblante foi afetado; em seguida, Suas vestes. Mais tarde, Saulo veria o Salvador brilhando (At 9), bem como João (Ap 1). Satanás tentou, sem sucesso, imitar o esplendor interior de Cristo (veja 2Co 11.14).
  • A palavra transfigurado é metamorphoo, em grego. Nossa palavra metamorfose origina-se daí. Ela traz à mente uma lagarta no casulo, surgindo uma borboleta.
  • A transfiguração de Cristo não revela Sua divindade, mas Sua humanidade. Transformação é o objetivo da humanidade. Nós experimentaremos isso no arrebatamento. Adão e Eva podem ter sido vestidos por uma luz de inocência, que emanava do interior deles.Mas tudo isso foi perdido por causa do pecado.
  • Moisés e Elias apareceram. Ambos, previamente, experimentaram revelações de Deus (Veja Êx 33.17-23; 1Rs 19.9-13) no monte Sinai/Horebe. A transfiguração cumpriu o duplo pedido de Moisés:
(a) Ver a glória de Deus (Veja Êx 33.18).
(b) Entrar na Terra Prometida (Veja Dt 3.23-25). Alguns acreditam que esses dois homens se unirão mais uma vez para professarem Deus durante a grande tribulação (Veja Ml 4.5; Ap 11.3-14).

Nesse momento, Pedro, impensadamente, sugeriu a construção de três tendas. É possível que, naquele instante, o Festival dos Tabernáculos (tendas) estivesse sendo celebrado em Jerusalém. Isso devia ser um tipo de chegada do milênio, bem como a lembrança da redenção de Israel do Egito (Veja Lv 23.34-44). Mas antes que o milênio pudesse ocorrer, outro festival ocorreria - a Páscoa (veja Lv 23.4-8; Mt 26--27). Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós (1Co 5.7).
Pedro jamais esqueceria esse grande evento. Mais tarde, ele escreveu sobre isso (Veja 2Pe 1.16-18).
Jesus falou com Moisés e Elias a respeito de Sua morte (Lc 9.31). A palavra correta aqui é êxodo e é usada por Pedro, posteriormente, a o descrever Sua morte, que se aproximava (veja 2Pe 1.13-15).

Estudando Lucas 9.29,30,37-39,45,46
Jesus levou Pedro, Tiago e João ao topo de um monte para mostrar-lhes quem Ele realmente era - não apenas um grande profeta, mas o Filho de Deus. Moisés e Elias apareceram, representando a Lei e os Profetas. Jesus cumpriria ambas as coisas (Mt 5.17).
Essa experiência foi um momento crucial na vida de Pedro, Tiago e João. A reação de Pedro faz sentido: ele queria que aquele momento fosse rotineiro. Ele não queria sair dali.
Às vezes, vivemos momentos que não queremos que acabem - longe dos problemas de nossa vida cotidiana. Sabemos que lutas aguardam por nós no futuro, então, queremos permanecer naquele momento. Mas ficar nele impede-nos de servir ao próximo e de tornar-nos mais como Cristo.
Recuar dá-nos forças para retornar ao mundo. Até mesmo, Jesus recuou das multidões. Mas Ele sempre retornava, mesmo sabendo que lutas aguardavam por Ele.
Os discípulos não entendiam as palavras de Jesus sobre Sua morte. Ainda pensavam em Jesus de acordo com as próprias expectativas. Por isso que começaram a discutir sobre quem seria o maior.
Assim como os discípulos, não devemos deixar que nossas perspectivas substituam o propósito de Deus.

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Até a próxima!
Fica na paz!

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